domingo, 23 de outubro de 2011

Feliz


O amor me  visitou e resolveu morar comigo


vem pra misturar juizo e carnaval
vem trair a solidão
vem pra separar o lado bom do mal
e acalmar meu coração

vem pra me tirar o escuro e a sensação
de que o inferno é por aqui
vem pra se arrumar na minha confusão
vem querendo ser feliz

(Maria Rita)
Essa nossa história parece grande demais pro espaço que ocupa no meu coração!

domingo, 15 de maio de 2011

Peixes Pássaros Pessoas

Peixes, pássaros, pessoas
Nos aquários, nas gaiolas,
Pelas salas e sacadas
Afogados no destino
De morrer como decoração das casas

Nós vivemos como peixes
Com a voz que nós calamos
Com essa paz que não achamos

Nós morremos como peixes
Com amor que não vivemos
Satisfeitos? mais ou menos

Todas as iscas que mordemos
Os anzóis atravessados
Nossos gritos abafados

Peixes, pássaros, pessoas
Nos aquários, nas gaiolas,
Pelas salas e sacadas
Afogados no destino
De morrer como decoração das casas

Nós vivemos como peixes
Com a voz que nós calamos
Com essa paz que não achamos


M. Aydar

quarta-feira, 23 de março de 2011

Casa revirada

Nada parecia-lhe mais interessante que os ícones de uma lembrança instalada. Tudo fazia parte de uma realidade que jamais acreditara ser possível de habitar e permanecer no ser humano. Pobre.
Depois de uma experiência ímpar acreditava, brincava e sonhava, pensando ter encontrado a essência do sentimento.Triste resto de ilusão.
Não adiantava mais, nunca tinha resolvido nada, a busca constante nunca tinha êxito, o máximo de sucesso era o fracasso instalado desde o princípio; a cada nova busca de sabe-se lá o que. Como era tola essa moça. Já não mais sublimava as cores,  risos, rabiscos de gritos vermelhos. Fétidos.
Restava-lhe agora o recomeçar, caminhar madrugada adentro. Cultivado a vontade de amar.
Não adiantava mais, nunca tinha resolvido nada. Uma busca constante e no fim do caminho era o abismo   que a esperava de mãos dadas com o desepero. Pobre criatura.
 Frenesi calculada em vão. De uma ingenuidade que irritava os outros. Fracasso! Era o que eles diziam. E ela se lançava inda mais alto, gemidos de um corpo refém da esperança, gritos que chegavam a doer nos ouvidos da gente. Era tanta a exposição, a diversão, a sede de se lançar. Jogava-se diariamente, jogava-se ao chão de seus delírios.  Vendo  no  reflexo d' água a cara de quem chora sangue e sua solidão.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Entre 18 e 20



Celebração, eis o sentido da vida, de mais um ano de vida. 


Pra hoje só quero a alegria, a boa companhia, os amigos, o som, o passo, o vinho.


Obrigada família, comunidade, amigos. Obrigada, Senhor, por me permitir!